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Resistividade elétrica e Sondagem Elétrica Vertical (SEV) em Paulista, PE

A ABNT NBR 7117:2020 estabelece os parâmetros para medição de resistividade do solo, exigência que se torna particularmente relevante em Paulista, município da Região Metropolitana do Recife assentado sobre terrenos sedimentares da planície costeira. A proximidade com o estuário do Rio Timbó e a influência direta da cunha salina alteram significativamente a condutividade do subsolo em bairros como Maranguape e Janga. Aplicamos a técnica de Sondagem Elétrica Vertical com arranjo Schlumberger e Wenner para mapear a estratificação geoelétrica em profundidades de até 80 metros. O método permite identificar horizontes de baixa resistividade associados a argilas orgânicas e solos saturados, informação crítica para projetos de malhas de aterramento elétrico e para locação de poços profundos na região. A variação lateral das fácies sedimentares exige campanhas com múltiplos pontos de investigação, e frequentemente integramos os dados de SEV com sondagens SPT para correlacionar valores de resistividade com a estratigrafia obtida em furos de sondagem.

A variabilidade da resistividade em terrenos costeiros como Paulista exige medições em múltiplos pontos: o valor médio pode mascarar contrastes de 5:1 entre horizontes argilosos e arenosos.

Como trabalhamos

Um condomínio residencial em implantação na orla de Pau Amarelo enfrentou um desafio recorrente: a resistividade medida a 3 metros de profundidade caía para menos de 15 ohm.m, inviabilizando o sistema de aterramento convencional proposto em projeto. Executamos uma campanha de SEV ao longo do terreno, identificando uma camada de argila siltosa saturada com água salobra entre 2,5 e 7 metros de profundidade, sobreposta a sedimentos arenosos de maior resistividade a partir de 9 metros. A solução técnica envolveu redimensionar a malha de aterramento e aprofundar as hastes para a camada inferior, validando a condutividade com medições pós-instalação. Em terrenos com suspeita de contaminação salina, recomendamos complementar o estudo com ensaio de permeabilidade in situ para quantificar o fluxo subterrâneo e sua influência na variação sazonal da resistividade. Nossas medições seguem protocolos de calibração com certificação ISO 17025, utilizando resistivímetros com compensação automática de polarização induzida. O processamento dos dados emprega software de inversão 1D e 2D, gerando modelos geoelétricos que orientam o projetista na escolha do tipo de aterramento mais adequado às condições locais. O relatório final inclui curvas de resistividade aparente, modelo de camadas interpretado e recomendação de valores de projeto para cada profundidade de interesse.
Resistividade elétrica e Sondagem Elétrica Vertical (SEV) em Paulista, PE

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7117:2020 – Medição de resistividade e determinação da estratificação do solo, ABNT NBR 15749:2009 – Medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do solo, ABNT NBR 5410:2004 (atualizada) – Instalações elétricas de baixa tensão (requisitos de aterramento)

Outros serviços relacionados

01

SEV para projetos de aterramento elétrico

Campanha de sondagem elétrica vertical com arranjo Schlumberger e Wenner em 3 a 5 pontos por lote. Inclui medição em campo com resistivímetro calibrado, inversão 1D dos dados, modelo de camadas estratificado e relatório técnico com valores de resistividade de projeto por profundidade. Atende aos requisitos da ABNT NBR 7117 e NBR 5410 para dimensionamento de malhas de aterramento em subestações, edifícios comerciais e plantas industriais.

02

Perfil de resistividade 2D para prospecção geoambiental

Levantamento com técnica de caminhamento elétrico e inversão 2D para mapear plumas de contaminação salina e variações laterais de fácies sedimentares. Aplicação em estudos de intrusão marinha no aquífero costeiro, delimitação de zonas de baixa resistividade associadas a argilas orgânicas e suporte à locação de poços de monitoramento. Relatório com seções de resistividade interpretadas e correlação com dados de sondagens existentes.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Métodos de campo utilizadosSchlumberger (AB/2 até 200 m) e Wenner (espaçamento até 32 m)
Profundidade máxima de investigação80 metros (função do AB máximo e da geologia local)
Faixa de medição do equipamento0,1 ohm.m a 2 Mohm.m, compensação automática de SP
Norma técnica de referênciaABNT NBR 7117:2020 – Parâmetros de resistividade do solo
Número mínimo de SEVs recomendado3 a 5 pontos por hectare (conforme complexidade do terreno)
Modelo de inversão aplicado1D (curvas de sondagem) e 2D (perfis de resistividade) com software especializado
Aplicações típicas na regiãoAterramento elétrico, prospecção de água subterrânea, detecção de cunha salina, investigação geotécnica preliminar

Perguntas comuns

Qual a diferença entre os arranjos Schlumberger e Wenner na SEV?

O arranjo Schlumberger mantém os eletrodos de potencial fixos enquanto os de corrente são expandidos progressivamente, oferecendo maior rapidez na execução e boa resolução vertical. O arranjo Wenner desloca todos os eletrodos a cada medição, mantendo espaçamento constante, o que resulta em melhor resolução lateral mas maior tempo de campo. Em Paulista, utilizamos Schlumberger para investigações profundas (aterramento de subestações) e Wenner para camadas superficiais ou quando há restrições de espaço no terreno.

Quanto custa uma campanha de SEV em Paulista?

O valor de uma campanha de resistividade elétrica com SEV em Paulista fica entre R$1.370 e R$2.560, dependendo do número de pontos de sondagem, do arranjo utilizado e da profundidade máxima de investigação requerida. Campanhas com 3 SEVs e abertura AB/2 de até 100 metros situam-se na faixa inferior; levantamentos com 5 ou mais pontos e inversão 2D aproximam-se do valor superior. Enviamos orçamento detalhado após análise da área e dos objetivos do projeto.

Qual a profundidade que a SEV consegue investigar?

A profundidade de investigação da SEV é função da abertura máxima entre os eletrodos de corrente (AB) e da resistividade do terreno. Em condições típicas dos sedimentos de Paulista, alcançamos entre 60 e 80 metros de profundidade com AB/2 de 200 metros. Terrenos muito condutivos (argilas saturadas com água salobra) atenuam o sinal e reduzem a penetração efetiva; nesses casos, ajustamos o arranjo e a corrente injetada para otimizar a relação sinal-ruído.

Os resultados da SEV substituem as sondagens SPT?

Não, são métodos complementares. A SEV fornece um modelo geoelétrico contínuo do subsolo baseado na resistividade, permitindo identificar contrastes entre camadas e anomalias condutivas. As sondagens SPT fornecem a estratigrafia direta, a resistência à penetração e permitem coleta de amostras para ensaios de laboratório. A correlação entre os dois métodos melhora significativamente a confiabilidade do modelo geotécnico, especialmente em terrenos sedimentares heterogêneos como os da planície costeira de Paulista.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Paulista e arredores.

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