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Paulista, Brasil
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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Paulista

Com mais de 340 mil habitantes e situada a apenas 18 metros acima do nível do mar, Paulista enfrenta desafios geotécnicos particulares devido ao seu lençol freático elevado e aos extensos depósitos de solo sedimentar da planície costeira pernambucana. O controle da compactação em obras de terraplenagem e pavimentação exige um método de verificação que ofereça precisão mesmo em condições de umidade variável — e é aí que o ensaio de densidade in situ com cone de areia se torna indispensável. Diferente de métodos nucleares que demandam licenças especiais e enfrentam restrições operacionais, o procedimento normatizado pela ABNT NBR 7185:2016 permite determinar o peso específico aparente seco do solo diretamente no campo, correlacionando-o com o grau de compactação especificado em projeto. Em nossa experiência no litoral norte da Região Metropolitana do Recife, a aplicação do cone de areia é frequentemente combinada com o ensaio de placa de carga quando há necessidade de verificar também a capacidade de suporte do subleito em aterros recém-compactados.

Em solos tropicais como os de Paulista, a precisão do cone de areia na determinação do grau de compactação supera a de métodos nucleares quando o teor de umidade ultrapassa 20%.

Como trabalhamos

A umidade relativa do ar em Paulista raramente fica abaixo dos 75%, o que influencia diretamente a calibração do cone de areia e a preparação da superfície de ensaio. O método consiste em escavar uma cavidade cilíndrica no solo compactado, recolher integralmente o material removido para determinação da massa e do teor de umidade em laboratório, e preencher o volume resultante com uma areia de massa específica conhecida — geralmente areia de Ottawa ou similar, calibrada conforme a ABNT NBR 7185. A diferença entre o peso específico seco máximo obtido no ensaio Proctor e o peso específico seco in situ define o grau de compactação, parâmetro que em obras de pavimentação na região deve atingir no mínimo 100% do Proctor normal nas camadas de base e sub-base. Muitos engenheiros locais optam por cruzar esses resultados com o CBR viário para validar a capacidade de suporte antes da liberação da camada seguinte, especialmente em vias de tráfego pesado como as que atendem ao polo industrial do município.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Paulista

Particularidades da região

Os sedimentos quaternários que predominam na planície de Paulista — areias finas e argilas orgânicas mal consolidadas — apresentam comportamento distinto dos solos residuais do Planalto da Borborema, localizado a oeste do município. O maior risco que observamos nessas formações é a heterogeneidade granulométrica lateral: em menos de 50 metros de extensão de um aterro, o solo pode variar de areia siltosa a argila mole, e um controle de compactação que ignore essa transição gera recalques diferenciais que comprometem a integridade do pavimento em poucos anos. Outro fator crítico é a profundidade do lençol freático, que na estação chuvosa pode subir para menos de 1 metro da superfície, saturando camadas que haviam sido compactadas na umidade ótima e provocando perda de resistência por excesso de água nos vazios. A ABNT NBR 5681 especifica os procedimentos de amostragem que devem acompanhar cada ponto de densidade, e o descumprimento dessa exigência invalida os resultados do controle tecnológico.

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Normas técnicas vigentes

ABNT NBR 7185:2016 — Solo — Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 — Amostras de solo — Preparação para ensaios de compactação e de caracterização, ABNT NBR 5681:2015 — Controle tecnológico da execução de aterros em obras de edificações, ABNT NBR ISO/IEC 17025 — Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração

Outros serviços relacionados

01

Controle de compactação com cone de areia

Determinação do grau de compactação conforme ABNT NBR 7185:2016, com emissão de laudo técnico assinado por engenheiro responsável. Atendemos obras de pavimentação, aterros industriais e loteamentos residenciais.

02

Ensaio de Proctor e CBR para liberação de camadas

Correlacionamos o peso específico seco in situ com os parâmetros de laboratório (Proctor normal ou modificado) e emitimos o relatório de controle tecnológico exigido pela fiscalização municipal.

Parâmetros típicos

ParâmetroValor típico
Norma técnica aplicávelABNT NBR 7185:2016
Massa específica da areia calibrada1,45 a 1,60 g/cm³
Diâmetro da cavidade de ensaio10 a 15 cm (função do tamanho máximo do agregado)
Volume mínimo da cavidade700 a 1500 cm³
Grau de compactação exigido (pavimentos)≥ 100% do Proctor normal
Precisão típica do método± 1,5% do peso específico seco
Tempo médio por ponto de ensaio20 a 30 minutos
Profundidade de investigaçãoaté 30 cm por ponto

Perguntas comuns

Qual é o custo médio de um ensaio de densidade com cone de areia em Paulista?

O valor por ponto de ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia em Paulista varia entre R$240 e R$300, dependendo do número total de pontos contratados e da distância de deslocamento da equipe técnica até a obra. Para projetos com mais de 15 pontos, o custo unitário tende a ficar no limite inferior dessa faixa.

Em que tipo de solo o cone de areia não é recomendado?

O método do cone de areia não é adequado para solos com presença significativa de pedregulhos ou blocos com diâmetro superior a 19 mm, pois a cavidade escavada perde a geometria regular. Também não se recomenda em solos saturados ou com fluxo de água visível, onde o frasco de areia pode sofrer perturbação hidráulica. Nesses casos, avalia-se a substituição pelo método do cilindro biselado ou do densímetro nuclear.

Quantos pontos de ensaio são exigidos por metro quadrado em aterros?

A ABNT NBR 5681:2015 estabelece um ponto de controle de compactação a cada 100 a 200 m² por camada compactada, com um mínimo de 3 pontos para áreas inferiores a 500 m². Em obras de pavimentação urbano em Paulista, a fiscalização costuma exigir um ponto por faixa de rolamento a cada 20 metros lineares.

O laboratório de vocês possui acreditação para emitir laudos de densidade in situ em Paulista?

Sim, trabalhamos com laboratório acreditado conforme os requisitos da ABNT NBR ISO/IEC 17025, com escopo que inclui o ensaio de densidade in situ pelo método do cone de areia. Os laudos são assinados por engenheiro civil com registro no CREA-PE e atendem integralmente às exigências da fiscalização municipal e de financiadoras bancárias para liberação de etapas de obra.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Paulista e arredores.

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